De que se nos acusa?


Eloy Velasco, juíz do tribunal de exceçom que dá luz verde a ambas operaçons, decide a “suspensom de atividades” de Causa Galiza por dous anos consecutivos -ilegalizaçom de facto – que afinal reduz a um prorrogável. Aliás, imputa às e aos militantes detidos na altura delitos genéricos de integración en banda armada e enaltecimiento del terrorismo, que de se sentenciarem na Audiencia Nacional suporiam anos de prisom. Por último, proibe-se-nos abandonar o território do Estado espanhol enquanto se prolongue o processo e obriga-se-nos a notificar qualquer mudança de residência. Similar tratamento judicial é o que se reserva também para @s trêsmilitantes de Ceivar detid@s na Operación Jaro II, que som imputad@s polo segundo delito.

Ilegalizaçom e imputaçons penais suponhem um salto qualitativo na repressom política no nosso país e, aliás, um aparente sucesso para as teses de longo alento que sustenta a Guardia Civil sobre o Independentismo Galego. Segundo estas, independentismo e violência política seriam concetos sinónimos. Tal asseveraçom converte a militáncia política em favor da independência nacional da Galiza em potencial acusada de terrorismo, podendo abordá-la de parámetros policiais, judiciais e penitenciários e aplicando-lhe o Direito Penal do Inimigo num regime que, formalmente, seria “democrático”.


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